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Entre ritmos e ondas: Meu estilo de vida em Portugal

  • Foto do escritor: Fabio Allman
    Fabio Allman
  • 13 de jun.
  • 2 min de leitura
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Morar em Portugal tem sido uma experiência de reconexão — comigo, com a natureza e com novas formas de viver a arte e a música. Desde que decidi me mudar para cá, encontrei um ritmo diferente do que vivia no Brasil. Mais calmo, mais contemplativo, mas ainda assim cheio de energia criativa. A vida aqui me ensinou a desacelerar sem perder o compasso.


Essa mudança não foi só geográfica. Foi uma escolha de vida. Saí do agito das ruas cariocas para mergulhar em outra paisagem: as vilas históricas, o mar gelado do Atlântico Norte e a rotina simples que envolve caminhar, cozinhar, ouvir música e, claro, surfar.


A foto que compartilho aqui no blog, surfando ao fundo, representa muito mais do que um esporte: é um símbolo de liberdade. O surf entrou na minha vida há muitos anos, ainda no Brasil, mas foi em Portugal que eu me aproximei mais dessa prática de forma constante. Em praias como Ericeira, Costa da Caparica e Peniche, redescobri o prazer de estar no mar e o silêncio que existe entre uma onda e outra. É ali que muitas ideias nascem — refrões, conceitos de projetos, letras soltas que depois viram canções.


O contato com a natureza me ajuda a manter o equilíbrio entre o palco e o cotidiano. Costumo dizer que o palco é onde eu expando, mas é no mar que eu recarrego. Quando não estou viajando com shows, conduzindo oficinas ou participando de eventos, aproveito para viver a simplicidade das coisas: tomar um café na praça, pegar o trem para conhecer uma cidade nova ou curtir um fim de tarde com os pés na areia.


Portugal também me acolheu musicalmente. Apesar do meu coração ser movido pelo samba, pelo rock e pelos ritmos brasileiros, encontrei aqui um público curioso, aberto e apaixonado por cultura. Levar minha música para eventos, casas culturais e até encontros corporativos em terras portuguesas tem sido uma troca intensa. Eu dou minha voz, minha percussão, meu axé — e recebo respeito, aplausos e histórias.


A oficina Batucaboa, por exemplo, já encontrou espaço em Lisboa e arredores. Ver portugueses e imigrantes se entregando aos ritmos do pandeiro, do tamborim e do repique é algo que me emociona. É prova de que a música, quando é feita com verdade, atravessa fronteiras.


Morar fora do Brasil não é deixar o Brasil. É carregá-lo comigo — na fala, no canto, na risada. Portugal é meu novo endereço, mas minha essência continua brasileira. A foto surfando é só uma imagem entre muitas outras que traduzem esse novo momento da minha vida: mais leve, mais centrado, mas com a mesma vibração de sempre.


Se você está por aqui e quiser trocar uma ideia, fazer uma parceria ou simplesmente compartilhar uma onda ou uma canção, já sabe: a porta (ou a praia) está sempre aberta.

 
 
 

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